domingo, 15 de fevereiro de 2015

ARTE BIZANTINA

O cristianismo não foi a única preocupação para o Império Romano nos primeiros séculos de nossa era. Por volta do século IV, começou a invasão dos povos bárbaros e que levou Constantino a transferir a capital do Império para Bizâncio, cidade grega, depois batizada por Constantinopla.

Isso facilitou a formação dos Reinos Bárbaros e possibilitou o aparecimento do primeiro estilo de arte cristã - Arte Bizantina.                 

Graças a sua localização(Constantinopla) a arte bizantina sofreu influências de Roma, Grécia e do Oriente. A união de alguns elementos dessa cultura formou um estilo novo, rico tanto na técnica como na cor.     
A arte bizantina está dirigida pela religião; ao clero cabia, além das suas funções, organizar também as artes, tornando os artistas meros executores. O imperador possuía poderes administrativos e espirituais; era o representante de Deus, tanto que se convencionou representá-lo com uma auréola sobre a cabeça, e, não raro encontrar um mosaico onde esteja juntamente com a esposa, acompanhando a Virgem Maria e o Menino Jesus.          
O mosaico é expressão máxima da arte bizantina e não se destinava apenas a enfeitar as paredes e abóbadas, mas instruir os fiéis mostrando-lhes cenas da vida de Cristo, dos profetas e dos vários imperadores. Plasticamente, o mosaico bizantino em nada se assemelha aos mosaicos romanos; são confeccionados com técnicas diferentes e seguem convenções que regem inclusive os afrescos. Neles, por exemplo, as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade; a perspectiva e o volume são ignorados e o dourado é demasiadamente utilizado devido à associação com maior bem existente na terra: o ouro.  



A arquitetura das igrejas foi a que recebeu maior atenção da arte bizantina, elas eram planejadas sobre uma base circular, octogonal ou quadrada imensas cúpulas, criando-se prédios enormes e espaçosos totalmente decorados.     
A Igreja de Santa Sofia (Sofia= Sabedoria), na hoje Istambul, foi um dos maiores triunfos da nova técnica bizantina. 


Apresenta pinturas nas paredes, colunas com capitel ricamente decorado com mosaicos e o chão de mármore polido.      

Toda essa atração por decoração aliada a prevenção que os cristãos tinham contra a estatuária que lembrava de imediato o paganismo romano, afasta o gosto pela forma e conseqüentemente a escultura não teve tanto destaque neste período. O que se encontra restringe-se a baixos relevos acoplados à decoração.                 
A arte bizantina teve seu grande apogeu no século VI, durante o reinado do Imperador Justiniano. Porém, logo sucedeu-se um período de crise chamado de Iconoclastia. Constituía na destruição de qualquer imagem santa devido ao conflito entre os imperadores e o clero.                 
            
A utilização do elemento mosaico não se destinava apenas a enfeitar as paredes e abóbadas, tinha também como função instruir os fiéis com imagens da vida de Cristo, dos profetas e dos vários imperadores.              

A pintura bizantina baseou-se em três elementos distintos: os ícones (pinturas em painéis portáteis, com a imagem da Virgem Maria, de Cristo ou de santos); miniaturas (pinturas usadas nas ilustrações dos livros) e afrescos (técnica de pintura mural onde a tinta era aplicada no revestimento das paredes, ainda úmidos, garantindo sua fixação).



Fontes:
http://www.acrilex.com.br/
http://www.historiadaarte.com.br/

ARTE PALEOCRISTÃ


A Arte Paleocristã foi criada por seguidores dos ensinamentos de Jesus Cristo, que não eram grandes artistas. Nesta época, eles foram perseguidos pelos romanos que desenvolviam sua arte colossal por toda a Europa e parte da Ásia. Por isso, os primeiros cultos dos cristãos foram celebrados em catacumbas e cemitérios subterrâneos de Roma.


Justamente nesses muros e catacumbas, essa arte foi desenvolvida com extensa iconografia e símbolos cristãos, baseada em animais (pombo, cordeiro), figuras humanas (o bom pastor, o suplicante), passagens dos Evangelhos e símbolos, como o monograma formado pelas letras gregas alfa e ômega, que representava "o Cristo como princípio e fim". 


Um exemplo de pintura simbólica que lembrava a Jesus Cristo era a figura de um peixe, pois essa palavra em grego (ichtus) forma as iniciais da frase: "Jesus Cristo de Deus Filho Salvador".

Com a legalização do Cristianismo, no ano 313, teve início a segunda fase da arte paleocristã: a fase basilical. Esse fato fez com que os ícones fossem adotados em mosaicos e miniaturas. Na mesma temática, a pintura bizantina competia com a riqueza do mosaico, sobretudo nas miniaturas sobre madeira, típicas do leste europeu, com figuras estilizadas do Cristo e da Virgem. 

As cenas religiosas decoravam os muros das igrejas para educar os fiéis iletrados. Era uma pintura esquemática e simbólica, de cores planas e perfis bem marcados.


Fonte: http://www.acrilex.com.br/

:: GRÉCIA::

PINTURA GREGA

A pintura grega encontra-se na arte cerâmica.
Os vasos gregos são também conhecidos não só pelo equilíbrio de sua forma, mas também pela harmonia entre o desenho, as cores e o espaço utilizado para a ornamentação.
Além de servir para rituais religiosos, esses vasos eram usados para armazenar, entre outras coisas, água, vinho, azeite e mantimentos.
Normalmente a cerâmica grega era decorada com pinturas com temas do dia-a-dia ou mitológicos.


Cratera


Hidra

Ânfora


A pintura grega se divide em três grupos:
• figuras negras sobre o fundo vermelho
• figuras vermelhas sobre o fundo negro
• figuras vermelhas sobre o fundo branco





ESCULTURA GREGA
A arte grega é marcada pela sua escultura, no final do século VII a.C.

KORE - mulher jovem
No Período Arcaico, eles começaram a esculpir e a mostrar a influência que a escultura egípcia tinha sobre eles.
Primeiramente aparecem esculturas simétricas, em rigorosa posição frontal, com o peso do corpo igualmente distribuído sobre as duas pernas. Esse tipo de estátua é chamado Kouros (palavra grega: homem jovem).
Estátuas eram perfeitas. Inicialmente, o material era feito com mármore.
O escultor fazia com que a estátua fosse um objeto belo e não somente a estátua de um homem. 

KOURO




Discóbulo de Miron
No Período Clássico passou-se a procurar movimento nas estátuas, para isto, se começou a usar o bronze que era mais resistente do que o mármore, podendo fixar o movimento sem se quebrar.
Surge o nu feminino, pois no período arcaico, as figuras de mulher eram esculpidas sempre vestidas.



Principais escultores gregos da era clássica: Praxíteles, Policleto, Fídias, Lisipo e Miron









No Período Helenístico, século IV a.C., os escultores já não se sentiam obrigados a retratar o ideal.
São introduzidos temas como o sofrimento, o sono, a morte, a infância e a velhice, que ofereciam formas e expressões ainda pouco exploradas.

Laocoonte e seus filhos, c.200 a.C.


  




Fontes: 
www.historiadaarte.com.br/
www.infoescola.com/

GRÉCIA :: ARQUITETURA

::GRÉCIA::
Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito, a arte grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem-estar do povo.
Contemplando a natureza, o artista se empolga pela vida e tenta, através da arte, exprimir suas manifestações.
Na sua constante busca da perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a harmonia ideal.
Eles têm como características amor pela beleza.

ARQUITETURA GREGA
As edificações que despertaram maior interesse são os templos. A característica mais evidente dos templos gregos é a simetria entre o pórtico de entrada e o dos fundos. O templo era construído sobre uma base de três degraus. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas.

O templo mais importante é o Partenon de Atenas. 


As colunas eram construídos segundo os modelos da ordem dórica, jônica e coríntia.
Ordem Dórica - era simples e maciça. Sendo a mais antiga das ordens arquitetônicas gregas, a ordem dórica, por sua simplicidade e severidade, empresta uma idéia de solidez e imponência.
Ordem Jônica - representava a graça e o feminino.  A ordem jônica traduz a forma da mulher.
Ordem Coríntia muito usado no lugar do capitel jônico, de um modo a variar e enriquecer aquela ordem. Sugere luxo e ostentação.



Os principais monumentos da arquitetura grega:
> Templos
> Teatros
> Ginásios
> Praças

Na Acrópole (a parte da cidade construída nas partes mais altas do relevo da região) também se encontram as CariátidesAs Cariátides são colunas com a forma de estátuas de mulheres que suportavam na cabeça todo o peso do entablamento.




EntablamentoPresente na arquitetura clássica, constitui-se do conjunto de arquitrave, friso e cornija.




Teatro de Epidauro chegava a acomodar cerca de 14.000 espectadores e tornou-se famoso por sua acústica perfeita.

               

Teatro





Os Ginásios eram edifícios destinados à cultura física.


As Praças(Ágoras) eram locais onde os gregos se reuniam para discutir os mais variados assuntos, entre eles, a filosofia.











Fonte: http://www.historiadaarte.com.br/

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Hieróglifos Egípcios

Este termo deriva da composição de duas palavras gregas - hiero «sagrado», e glyfus «escrita». Apenas os sacerdotes, membros da realeza, altos cargos, e escribas conheciam a arte de ler e escrever esses sinais "sagrados". Constituíram uma escrita principalmente monumental e religiosa, pois eram usado na decoração das paredes dos templos, túmulos, edifícios religiosos e outros ligados ao culto da eternidade.

Durante os mais de 3 milênios em que foram usados, os egípcios criaram quase 7000 sinais hieroglícos.
Com o passar do tempo, a prática desta escrita ficou cada vez mais exclusiva de uma elite reduzida; cada vez menos eram aqueles que a podiam ler e entender, e consequentemente o seu uso tornou-se desnecessário. Os escribas eram os responsáveis pela escrita egípcia. Registravam os acontecimentos e, principalmente, a vida do faraó. Escreviam no papiro (papel feito de fibras da planta papiro), nas paredes das pirâmides, em placas de barro ou em pedra. Os escribas também controlavam e registravam os impostos cobrados pelo faraó. Por volta do século V d.C., já praticamente tinha desaparecido a antiga escrita dos hieróglifos.
Com a invasão de vários povos estrangeiros ao longo da sua história, a língua e escrita locais foram se alterando, incorporando novos elementos.
Também o cristianismo, ao negar a religião politeísta local, contribuiu bastante para que o conhecimento desta escrita se perdesse, no século V depois de Cristo.

Tudo o que estava relacionado com os antigos deuses egípcios era considerado pagão, e portanto, proibido.


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O Livro dos Mortos, ou seja um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas. 

EGITO ::: ESCULTURA

Escultura Egípcia

O material utilizado na concepção das esculturas era principalmente a pedra. Poderiam ser granitos, diorites, xistos, basaltos, calcários e alabastros.
As esculturas eram principalmente de caráter religioso ou representativas do faraó, que no fim não deixava de ter cunho religioso, visto que o faraó era considerado uma encarnação de deus.



As esculturas eram feitas da seguinte maneira: faziam-se relevos nas superfícies das pedras, ou faziam-se monolitos. Os continham figuras ou inscrições e eram frequentemente colocados nos interiores dos túmulos. As esculturas eram em sua maioria policromadas, coloridas, mas asque ficaram expostas ao tempo  seu colorido original. Aquelas que se encontravam dentro dos túmulos se preservaram um pouco melhor.
As esculturas não tinham tanta fluidez nos movimentos. Eram bem mais rígidas, porém com proporção bem apurada.









As cores não tinham função apenas decorativa. Como praticamente tudo na arte egípcia, cada uma era dotada de significado, como exemplo o preto e o amarelo;
•Preto: era obtido a partir do carvão de madeira. Estava associado à noite e à morte, mas também poderia representar a fertilidade e a regeneração.
•Amarelo: Dado que o sol e o ouro eram amarelos, os Egípcios associaram esta cor à eternidade.

Na máscara mortuária de Tutancâmon o ouro é bastante utilizado (praticamente toda a máscara é dourada), representando a imortalidade do faraó, a sua eternidade, que para os egípcios era como um deus.

• O azul que representa o Nilo, um dos principais símbolos do Egito
Outra famosa representação em escultura é da rainha do Egito Nefertiti. Seu nome significava algo como “a bela chegou”.


<<< O busto de Nefertiti é feito de calcário com cerca de 3.400 anos de idade.
Uma curiosidade é que os egípcios tinham o costume de raspar todos os pelos do corpo, pois acreditavam ser algo de impuro.
Então era comum usarem perucas para se protegerem do frio ou do sol. Assim, a peruca era um acessório de beleza, e muitas vezes, adornavam as perucas com contas e tranças para estiliza-las.
O busto de Nefertiti, porém, mostra a rainha de cabelo raspado, usando apenas a sua coroa.










Fontes: 
http://www.paralerepensar.com.br/
http://historiadaarte2009.blogspot.com.br/
http://www.historiadaarte.com.br/

EGITO ::: PINTURA

Pintura do 
Antigo Egito

A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas
Suas características principais são:
• ausência de três dimensões;
• ignorância da profundidade;
• colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo
 






Lei da Frontalidade, que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil. >>>



Quanto a hierarquia na pintura: O tamanho das pessoas e objetos não caracterizavam necessariamente a distância um do outro e sim a importância do objeto, o poder e o nível social. 
Eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo.



Era do rio Nilo que os egípcios retiravam a água que abastecia as cidades e o alimento (peixe) para a população.




O Nilo também era utilizado como via de transporte de mercadorias e de pessoas. Devido a sua grande importância ele era respeitado "como um Deus" pelos egípcios.
Todos os anos, entre os meses de junho a novembro, o rio Nilo enchia e transbordava, alagando as áreas que estavam as suas margens. Quando suas águas baixavam, ficava depositada nesta área uma camada de húmus, formada por folhas e plantas, que deixava o solo fértil e propício para a agricultura.




Os faraós tinham totais poderes sobre a população; esse poder era hereditário, ou seja, passava de pai para filho. Além de governantes, os faraós eram considerados verdadeiros deuses, sendo respeitados e adorados por todos os grupos sociais.

O local a ser trabalhado primeiramente recebia um revestimento de gesso branco e em seguida se aplicava a tinta sobre gesso. Essa tinta era uma espécie de cola produzida com cores minerais.






Fontes: 
http://www.paralerepensar.com.br/
http://historiadaarte2009.blogspot.com.br/
http://www.historiadaarte.com.br/